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3月6日
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Pesquisa Científica e Religião
A recente polémica sobre as células tronco embrionárias fez-me lembrar texto do português Guerra Junqueiro escrito em 1855, do qual transcrevo apenas algumas linhas.
RESPOSTA AO SILLABUS
... ... ... ... ...
Não se pode suster com a facilidade
Com que Josué susteve o Sol no firmamento,
Atirar a justiça, a ideia, o pensamento
Às fogueiras da fé, ó bonzos, é impossível.
Reduzirdes a cinza o quê? O incombustível!
Loucos! ide dizer ao velho Torquemada
Que queime, se é capaz, num forno uma alvorada!
... ... ... ... ...
A consciência não é a besta duma nora.
Lembrai-vos que o Progresso é um carro sem travão,
E que apagar em nós o facho da razão
É o mesmo que apagar o Sol quando flameja,
Com um apagador de lata duma igreja.
... ... ... ... ...
Guerra Junqueiro
in: "A Velhice do Padre Eterno"
Julho de 1885
Como se vê, o desacerto entre a Religião e a Ciência não é de hoje...
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12月4日
| Poesias do Monandengue
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E o homem
calara-se,
olhando o poente...

- Mas
que tem
com o poente
quem odeia ou ama ?
"Ontem à Tarde"
*Alberto Caeiro
(* Heterônimo de Fernando Pessoa)
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O HOMEM SENTADO
Sentado na pedra
O homem pensou...
Olhando o horizonte
Sozinho ficou.
Pensou noutras terras,
Outro mar, outras serras...
Seus medos das guerras,
Cansado calou.
Olhando o horizonte,
Na pedra sentado,
Com medo do Mundo,
Por fim sossegou...
Joaquim Prieto
R.Janeiro, Abril 1979
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Prefiro Rosas
"Prefiro rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude." ...
*Ricardo Reis
*Heterônimo de Fernando Pessoa
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Formatação e codificação J.Prieto
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9月28日
Poesias do Monandengue
Não Quero Nada...
Não quero o ódio, porque fere e mata
Não quero Amor, porque isso me confunde
Não quero entendimento, porque empata
Não quero nada, porque tudo ilude.
Não quero ser amigo ou inimigo
Não penso em ajudar,
Nem quero que me ajudem.
Não quero ser fiel, nem desleal,
Não quero ser comigo, nem p'ra mim
Não quero perseguir um ideal,
Nem quero nada que não tenha um fim.
Nem mesmo quero aquilo que hoje quero
Nem sequer quero querer o que não quero,
Nem mesmo quero crer que já não quero...
S.Paulo, 19.06.1979
Joaquim Prieto
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Codificação e Formatação Joaquim Prieto |
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9月24日
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Feliz Aniversário, Meu Amor !
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Parabéns
Thereza
por
mais um
24 de
Setembro !
Formatação Produção e Codificação: J.Prieto (23.09.2007)
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24 de Setembro de 2007
Kikinha : Você foi um anjo que baixou em minha vida..
Penso que veio à Terra para trazer paz e tranquilidade...
E Deus quis que fosse eu o escolhido para viver junto a Você !
Por isso eu não poderia deixar passar este dia sem agradecer por tamanha Felicidade !
O Universo não estaria completo sem Você...
Um Grande Beijo pelo Dia de Hoje !
do Kiko.

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7月25日
Poesias do Monandengue
Formatação e codificação J.Prieto
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7月12日
| Poesias do Monandengue
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A sabedoria
não é,
em verdade,
O que
mais importa...

- Não vai
além da mera
ingenuidade...
(sabedoria chinesa, conforme contido em: "The Sayings of the Fathers")
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O Pó da Estrada
Quem me dera
Que eu fosse o pó da estrada
Por onde meu caminho
Vou seguindo...
Que em vez de ser eu próprio
A palmilhá-lo,
Fosse o chão onde pisa
O caminheiro...
O cansaço de andar
Me tolhe e arrasa,
O medo de chegar,
De não ter casa...
A caminhada inútil,
(Esta cilada)
Onde apodrece
E jaz a Humanidade...
...Me avassala...
Joaquim Prieto
São Paulo, 18/06/1979
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| Chuva da Tarde "Chuva da tarde - melodia mansa Desejos vagos de chorar baixinho... Voltei aos meus caprichos de criança Só quero, amor, saber do teu carinho!" ...
*António Sardinha
*António Maria de Sousa Sardinha nasceu em Monforte, Província do Alentejo, em Portugal, a 9 de Setembro de 1887.
Faleceu em Elvas, a 10 de Janeiro de 1925, com apenas 37 anos.
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Formatação e codificação J.Prieto
| 7月5日
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Poesia de Guerra Junqueiro
Em: "A Velhice do Padre Eterno" (1885)
Abílio de Guerra Junqueiro (1859-1923) baseou toda sua obra Poética no compromisso de, através da crítica, renovar os costumes da Sociedade Portuguesa.
O MELRO
O melro, eu conheci-o:
Era negro, vibrante, luzidio,
Madrugador, jovial;
Logo de manhã cedo
Começava a soltar,
dentre o arvoredo,
Verdadeiras risadas
de cristal.
E assim que o padre-cura
Abria a portaque dá
para o passal,
Repicando umas
finas ironias,
O melro, dentre a horta,
Dizia-lhe: "Bons dias!"
E o velho padre-cura
não gostava daquelas cortesias.
O cura era um velhote conservado,
Malicioso, alegre, prazenteiro;
Não tinha pombas
brancas no telhado,
Nem rosas no canteiro:
Andava às lebres pelo monte,
a pé,livre de reumatismos,
Graças a Deus, e graças a Noé.
O melro desprezava os exorcismos
Que o padre lhe dizia:
Cantava, assobiava alegremente;
Até que ultimamente
O velho disse um dia:
"Nada, já não tem jeito!,
Este ladrão
dá cabo dos trigais!
Qual seria a razão
Por que Deus fez
os melros e os pardais?!"
E o melro entretanto,
Honesto como um santo,
Mal vinha no oriente
A madrugada clara,
Já ele andava jovial, inquieto,
Comendo alegremente,
honradamente,
Todos os parasitas da seara
Desde a formiga
ao mais pequeno insecto.
E apesar disto,
o rude proletário,o bom trabalhador,
Nunca exigiu aumento de salário.
Que grande tolo o padre confessor!
Foi para a eira o trigo;
E, armando uns espantalhos,
Disse o abade consigo:
"Acabaram-se as penas
e os trabalhos."
Mas logo de manhã,
maldito espanto!
O abade, inda na cama,
Ouvindo do melro
o costumado canto,
Ficou ardendo em chama;
Pega na caçadeira,
Levanta-se dum salto,
E vê o melro, a assobiar,
na eira,
Em cima do seu
velho chapéu alto!
Chegou a coisa a termo
Que o bom do padre-cura
andava enfermo;
Não falava nem ria,
Minado por tão íntimo desgosto;
E o vermelho oleoso do seu rosto
Tornava-se amarelo dia a dia.
E foi tal a paixão, a desventura
(Muito embora o leitor
não me acredite),
Que o bom do padre-cura
Perdera o apetite!
Andando no quintal, um certo dia,
Lendo em voz alta
o Velho Testamento,
Enxergou por acaso (que alegria!,
Que ditoso momento!)
Um ninho com seis melros,
Escondido entre uma carvalheira.
E ao vê-los exclamou enfurecido:
"A mãe comeu o fruto proibido;
Esse fruto era minha sementeira:
Era o pão, e era o milho;
Transmitiu-se o pecado.
E, se a mãe não pagou, que pague o filho.
É doutrina da Igreja. Estou vingado!"
E, engaiolando os pobres passaritos,
Soltava exclamações:
"É uma praga. Malditos!
Dão me cabo de tudo esses ladrões!
Raios os partam! Andai lá que enfim!"
E deixando a gaiola pendurada,
Continuou a ler o seu latim,
Fungando uma pitada.
Vinha tombando a noite silenciosa;
E caía por sobre a natureza
Uma serena paz religiosa,
Uma bela tristeza
Harmónica, viril, indefinida.
A luz crepuscular
Infiltra-nos na alma dorida
Um misticismo heróico e salutar.
As árvores, de luz inda douradas,
Sobre os montes longínquos, solitários,
Tinham tomado as formas rendilhadas
Das plantas dos herbários.
Recolhiam-se a casa os lavradores.
Dormiam virginais as coisas mansas:
Os rebanhos e as flores,
As aves e as crianças.
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(continuação)
Ia subindo a escada o velho abade;
A sua negra, atlética figura,
Destacava na frouxa claridade,
Como uma nódoa escura.
E, introduzindo a chave no portal,
Murmurou entre dentes:
"Tal e qual tal e qual!
Guisados com arroz são excelentes."
Nasceu a Lua!
As folhas dos arbustos
Tinham o brilho meigo, aveludado,
Do sorriso dos mártires, dos justos.
Um eflúvio dormente e perfumado
Embebedava as seivas luxuriantes.
Todas as forças vivas da matéria
Murmuravam diálogos gigantes
Pela amplidão etérea.
São precisos silêncios virginais,
Disposições simpáticas, nervosas,
Para ouvir falar estas falas silenciosas
Dos mundos vegetais.
As orvalhadas, frescas espessuras,
Pressentiam-se quase a germinar.
Desmaiavam-se as cândidas verduras
Nos magnetismos brancos do luar.
E nisto o melro foi direito ao ninho.
Para o agasalhar, andou buscando
Umas penugens doces como arminho,
Um feltrozito acetinado e brando.
Chegou lá, e viu tudo.
Partiu como uma frecha; e, louco e mudo,
Correu por todo o matagal; em vão!
Mas eis que solta de repente um grito
Indo encontrar os filhos na prisão.
"Quem vos meteu aqui?!" O mais velho,
Todo tremente, murmurou então:
"Foi aquele homem negro. Quando veio,
Chamei, chamei! Andavas tu na horta!
Ai que susto, que susto!, ele é tão feio!
Tive-lhe tanto medo! Abre esta porta
E esconde-nos debaixo da tua asa!
Olha, já vão florindo as açucenas;
Vamos a construir a nossa casa
Num bonito lugar!
Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas
Para voar, voar!"
E o melro alucinado
Clamou:
"Senhor! senhor!
É porventura crime ou é pecado
Que eu tenha muito amor
A estes inocentes?!
Ó natureza, ó Deus, como consentes
Que me roubem assim os meus filhinhos,
Os filhos que eu criei!
Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,
Quanta noite perdida
Nem eu sei!
E tudo, tudo em vão!
Filhos da minha vida
Filhos do coração!!!
Não bastaria a natureza inteira,
Não bastaria o Céu para voardes,
E prendem-vos assim desta maneira!
Covardes!
A luz, a luz, o movimento insano,
Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa!
Encarcerar a asa
É encarcerar o pensamento humano.
A culpa tive-a eu! Quase à noitinha
Parti, deixei-os sós!
A culpa tive-a eu, a culpa é minha,
De mais ninguém! Que atroz!
E eu devia sabê-lo!
Eu tinha obrigação de adivinhar,
Remorso eterno! eterno pesadelo!
Falta-me a luz e o ar! Oh, quem me dera
Ser abutre ou fera
Para partir o cárcere maldito!
E como a noite é límpida e formosa!
Nem um ai, nem um grito...
Que noite triste!, oh, noite silenciosa!"
E a natureza fresca, omnipotente,
Sorria castamente
Com o sorriso alegre dos heróis.
Nas sebes orvalhadas,
Entre folhas luzentes como espadas,
Cantavam rouxinóis.
Os vegetais felizes
Mergulhavam as sôfregas raízes
A procurar na terra as seivas boas,
Com a avidez e as raivas tenebrosas
Das pequeninas feras vigorosas
Sugando à noite os peitos das leoas.
A lua triste, a Lua merencória,
Desdémona marmórea,
Rolava pelo azul da imensidade,
Imersa numa luz serena e fria,
Branca como a harmonia,
Pura como a verdade.
E entre a luz do luar e os sons das flores,
Na atonia cruel das grandes dores,
O melro solitário
Jazia inerte, exânime, sereno,
Bem como outrora o Nazareno
Na noite do calvário!
Segundo o seu costume habitual,
Logo de madrugada
O padre-cura foi para o quintal,
Levando a Bíblia e sobraçando a enxada.
Antes de dizer missa,
O velho abade inevitavelmente
Tratava da hortaliça
E rezava a Deus-Padre Omnipotente
Vários trechos latinos,
Salvando desta forma, juntamente,
As ervilhas, as almas e os pepinos.
|
(continuação)
E já de longe ia bradando:
"Olé!
Dormiram bem?! Estimo;
Eu lhes darei o mimo,
Canalha vil, grandíssima ralé!
Então vocês, seus almas do Diabo,
Julgam que isto que era só dar cabo
Da horta e do pomar,
E o bico alegre e estômago contente,
E o camelo do cura que se aguente,
Que engrole o seu latim e vá bugiar!
Grandes larápios! Era o que faltava
Vocês irem ao milho,
E a mim mandar-me à fava!
Pois muito bem, agora que vos pilho
Eu vos ensinarei, meus safardanas!
Vocês são mariolões, são ratazanas,
Têm bico, é certo, mas não têm tonsura!
E, nas manhas, um melro nunca chega
Às manhas naturais de um padre-cura.
O melhor vinho que encontrar na adega
É para hoje, olé! Que bambochata!
Que petisqueira! Melros com chouriço!
E então a Fortunata
Que tem um dedo e jeito para isso!
Hei-de comer-vos todos um a um,
Lambendo os beiços, com tal gana enfim,
Que comendo-vos todos, mesmo assim
Eu fico ainda quase em jejum!
E depois de vos ter dentro da pança,
Depois de vos jantar,
Vocês verão como o velhote dança,
Como ele é melro e sabe assobiar!"
Mas nisto o padre-cura, titubeante,
Quase desfalecendo,
Atónito de horror, parou diante
Deste drama estupendo:
O melro, ao ver aproximar o abade,
Despertou da atonia,
Lançando-se furioso contra a grade
Do cárcere. Torcia,
Para os partir os ferros da prisão,
Crispando as unhas convulsivamente
Com a fúria dum leão.
Batalha inútil, desespero ardente!
Quebrou as garras, depenou as asas
E alucinado, exangue,
Os olhos como brasas,
Herói febril, a gotejar em sangue,
Partiu num voo arrebatado e louco,
Trazendo, dentro em pouco,
Preso do bico, um ramo de veneno.
E belo e grande e trágico e sereno,
Disse:
"Meus filhos, a existência é boa
Só quando é livre. A liberdade é a lei,
Prende-se a asa mas a alma voa!
Ó filhos, voemos pelo azul! Comei!"
E mais sublime do que Cristo, quando
Morreu na Cruz, maior do que Catão,
Matou os quatro filhos, trespassando
Quatro vezes o próprio coração!
Soltou, fitando o abade, uma pungente
Gargalhada de lágrima, de dor,
E partiu pelo espaço heroicamente,
Indo cair, já morto, de repente
Num carcavão com silveiras em flor.
E o velho abade, lívido d'espanto,
Exclamou afinal:
"Tudo o que existe é imaculado e é santo!
Há em toda a miséria o mesmo pranto
E em todo o coração há um grito igual.
Deus semeou d'almas o universo todo.
Tudo que o vive ri e canta e chora,
Tudo foi feito com o mesmo lodo,
Purificado com a mesma aurora.
Ó mistério sagrado da existência,
Só hoje te adivinho,
Ao ver que a alma tem a mesma essência,
Pela dor, pelo amor, pela inocência,
Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!
Só hoje sei que em toda a criatura,
Desde a mais bela até à mais impura,
Ou numa pomba ou numa fera brava,
Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!
Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!"
E quedou silencioso. O velho mundo,
Das suas crenças antigas, num momento,
Viu-o sumir exausto, moribundo,
Nos abismos sem fundo
Do temeroso mar do Pensamento.
E chorou e chorou. A Igreja, a Crença,
Rude montanha, pavorosa, escura,
Que enchia o globo com a sombra imensa
Dos seus setenta séculos d'altura;
O Himalaia de dogmas triunfantes,
Mais eternos que o bronze e que o granito,
Onde aos profetas Deus falava dantes,
Entre raios e nuvens trovejantes,
Lá dos confins sidérios do infinito;
Esse colosso enorme, em dois instantes
Viu-o tremer, fender-se e desabar
Numa ruína espantosa,
Só de tocar-lhe a asa vaporosa
Duma avezinha trémula, a expirar!
E, arremessando a Bíblia, o velho abade
Murmurou:
"Há mais fé e há mais verdade,
Há mais Deus concerteza
Nos cardos secos dum rochedo nu
Que nessa Bíblia antiga? Ó Natureza,
A única Bíblia verdadeira és tu!..."
Guerra Junqueiro (1859-1923)
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Formatação e codificação: J.Prieto
| 6月30日
Ao Blog do
Aqui encontrarão Poesias, Fotografia Digital, Pequenos Contos, além de algumas opiniões pessoais sobre a política e a Sociedade brasileira.
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Poesias do Monandengue
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"Vai alta a Lua
Na mansão da Morte,
Já mei-noite
com vagar soou ;"
"Que paz tranquila;
dos vaivéns da sorte
só tem descanso
quem ali baixou."
Soares de Passos (1826-1860)
Formatação e codificação: J.Prieto
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O FRIO, O MEDO, A MORTE
No cimo da pedra,
No alto do monte,
Que vento cortante,
Que frio me deu...
No brejo atolado,
Meu corpo molhado,
Na lama enterrado,
Que medo me deu..
Meu corpo cansado,
Da guerra acabado,
No cimo da pedra,
Sozinho, morreu...
Joaquim Prieto
S.P. Setembro, 1980
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| 6月24日
Lençóis Maranhenses
O Parque Nacional dos Lençóis é um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. Este raro sistema ecológico foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da Natureza. Suas paisagens são deslumbrantes: - Uma imensidão de areia que faz o lugar assemelhar-se a um deserto, mas com características bem diferentes do fenômeno da desertificação Na verdade a região é banhada por rios e as chuvas são abundantes em determinada época do ano, e são elas que garantem aos Lençóis algumas de suas paisagens mais belas. As águas pluviais formam lagoas de água doce, que se espalham em praticamente toda a área do Parque, criando uma inigualável paisagem. Algumas delas, como a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita, já são famosas pela beleza e condições de banho. Os povoados de Caburé, Atins e Mandacaru são pontos de visita obrigatórios. Mandacaru, por exemplo, se situa na confluência do Rio Preguiças com o mar e do tôpo de seu farol com 47 metros de altura é possível ter-se uma visão em 360° de toda a beleza circundante.
Abaixo seguem algumas fotos da região
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Se alguma miniatura não abrir, click no espaço dela com o botão direito do mouse e escolha a opção "mostrar imagem"
Formatação e codificação Joaquim Prieto
| 5月23日
Poesias do Monandengue
O Milagre da Deusa
A Deusa do Olimpo
Desceu sobre a Terra
E a luz que emanava,
Qual raio de Lua,
Pousou sobre mim...
Ferido e cansado,
Das guerras pisado,
Morrendo de dor...
Meu corpo ferido
De morte na guerra
Na luz que fluindo
Do corpo da Deusa
Tão branca e tão Linda
Logrou reviver.
Joaquim Prieto
24.09.1980
Formatação e codificação: J. Prieto
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| | 5月8日
Campanha do Abraço Gratuito
Meu cunhado Fernando Ribeiro, de Brasília, enviou uma mensagem para o Grupo da Família Ribeiro no Yahoo, informando sobre a campanha do "ABRAÇO GRÁTIS".
Achei interessante o assunto e resolvi colocá-lo em meu Blog.
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Clique duas vezes sobre o botão "PLAY" para acionar o vídeo.
Produção e codificação: J.Prieto
| 4月24日
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Considerações sobre o nosso Mundo...
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| "No Mundo só, comigo me deixaram..."
Ricardo Reis (Hetrónimo de Farnando Pessoa)
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| Firing Rockets !
| Earth Spinning !
Alien Abduction !
| Searching Target !
Simplesmente Flores...
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Aquele Abraço !
OBSERVAÇÃO: (Tala Mungongo quer dizer: "Olha o Mundo")
Formatação e codificação: J.Prieto
| 4月17日
Fotografia Digital
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O manto diáfano da fantasia.
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Pintura Corporal
Olhando o Infinito...
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Em busca da perfeição .
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Ponto deEqüilíbrio....
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A Beleza Plástica do "Body Painting" não tem limites...
A Beleza da Flores...
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Vôo no Espaço
O Céu é o Limite...
Variação sobre o mesmo tema. |
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O sentimento estético da Beleza distancia o Ser Humano dos demais mortais...
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Produção e codificação: J.Prieto | 3月29日
Ao Blog do
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| Não é possível definir o "Belo"...
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Body Painting "O Banho"
Pintura Corporal "Meditando"
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Body Painting "Sono Leve"
Pintura Corporal "Like a Female Indian"
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Body Painting "Sonhos Cor-de-Rosa"
Pintura Corporal "Yoga" |
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Produção e codificação: J.Prieto
| 2月25日
Body Painting
A pintura corporal é normalmente feita sobre modelos vivos. No entanto, utilizando o Corel PhotoPaint, é possível criar efeitos de " Body Painting" bastante semelhantes aos utilizados para pintar modelos vivos.
Abaixo seguem alguns exemplos desse trabalho artístico.
Clique nas miniaturas para ver as imagens em tamanho natural no Image Shack.
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1月21日
Poesias do Monandengue
<
De Repente
A pedra é dura
O entendimento mata
A dor castiga
A solidão perdura
Nem flor nem cacto
Nem amor nem luta
Só paz e vida
É tudo quanto basta...
São Paulo -27.06.2005 Joaquim Prieto
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1月7日
Poesias do Monandengue
A Morte do Guerreiro
O Guerreiro tombou, exangue e pálido!
A bala que o feriu, em sua luta,
Não veio do inimigo, ingente e válido,
Mas da insídia cruel da vida bruta...
Placidamente, sem medo,
A arma ele empunhou,
Como compete ao heroi
E a um bom soldado
Liquidando de um golpe,
Forte e bravo,
A própria vida, que ao fim,
Perdida a luta,
Não lhe importa viver,
Finda a labuta.
O Guerreiro morreu!
... Herois! Continuai a luta...
S.Paulo - 15.11.1978
Joaquim Prieto
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12月21日
Fotografia Digital
Paz, Amor e Solidariedade entre os Humanos!
São os votos do
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11月29日
Poesias do Monandengue
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Alquimia
Sombra e passado,
Decisão e vida
Em meu Astral
Sentido e tão sofrido
Se desvanecem rolando,
Qual gota fria de orvalho
Nos lírios da manhã...
Renascem sonhos,
Dimensão e vida
Trazendo em tudo
A força do Porvir
O Amor transmuta,
Reconverte e cria,
Na forja quente
Que constroi a vida,
As sombras do passado
Em cor, amenidade e luz...
Reconcilia o Homen,
Quebra a dor, o fardo
De ser sozinho,
De ter só feridas....
Simpática Alquimia...
Joaquim Prieto 09.03.1979 |
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Inexistindo
Vamos supor que a vida é uma quimera,
Admitir que nada exista em nada
E que o que somos não passa de ilusão.
Se admitirmos que a premissa básica
Que funda a existência no pensar
Contém falácia escusa, assaz atávica
Concluiremos pelo Nada:
- A Paz...
Joaquim Prieto S.P.- 11.04.1979 |
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10月3日
F o t o g r a f i a
Esse feio barbudo aí em cima é o meu filho Rui Prieto da Silva em 2004, com 35 anos
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E aqui está ele em 1971 com 1 ano e 4 meses de idade.
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Ele já foi mais bonitinho, como se pode ver na foto ao lado !
| Era ou não era mais bonito? |
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8月18日
Poesias do Manadenegue
" A Poesia é o real absoluto ! Quanto mais poético mais real..."
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O Ser Humano é um macaco que perdeu a ternura...
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A Espécie
Humana
deve ter
algum
erro
genético
grave
em seu
D N A !

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| Pertencemos à única espécie cujos membros se matam uns aos outros sem ser por necessidade de sobrevivência...
Vivemos inventando e aperfeiçoando armas cada vez mais destruidoras, não só de nossa prórpia espécie, como de todos os seres vivos...
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"A Terra é azul !" (Informou Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar no Cosmos...)
E eu me pergunto: ...por quanto tempo mais ela permanecerá ASSIM ?...
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"... e mais do que tudo isto, foi Jesus Cristo, que não sabia nada de Finanças e não consta que tivesse biblioteca..."
Fernando Pessoa
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| Haja, não Haja
Não haja ódio
Que compense a fama
Não haja amante
Sem amor na cama
Não haja medo
Que sustente o grito
Dos poderosos,
Que afinal é mito...
Mas que haja Amor
Compreensão, guarida
Haja calor,Humanidade
.. E Vida !
Joaquim Prieto S. Paulo - Abril 1979
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"...Retornar às origens:
-Ser criança!" Monandengue
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8月14日
Poesias do Monandengue
São Rosas, meu Amor...
Linda e formosa,
Como Deusa Antiga,
Teu corpo nu
Me faz galgar o Além...
Sentir-te a pele
Em minhas mãos,
Querida,
É tão sublime,
Meu Amor,
São rosas...
É como um beijo ardente
Em noite de luar...
Joaquim Prieto S.P. - 13.08.2006
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O Pensamento
Os vagalumes vão pirilampando,
Na noite agreste que surgiu no além
Vozes de grilos soam campo afora,
No luar claro que nasceu também
Lutam os homens,
Pastam as boiadas,
Dormem os lírios
No meio das manadas.
E o pensamento,que importância tem?
Joaquim Prieto S.Paulo Setembro 2005
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8月11日
Ao Blog do
Aqui encontrarão Poesias, Fotografia Digital, Pequenos Contos, além de algumas opiniões pessoais sobre a política e a Sociedade brasileira.
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| Nu de costas
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Luz e sombras
Nu difuso
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"Portrait" -Black & White
Vitral Virtual
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