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Fotografia; Poesia; Meditações; Política;Viagens
第 1 张,共 76 张
3月6日

Monandengue

 
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Pesquisa Científica e Religião



A recente polémica sobre as células tronco embrionárias
fez-me lembrar texto do português Guerra Junqueiro escrito
em 1855, do qual transcrevo apenas algumas linhas.

	RESPOSTA AO SILLABUS

		...    ...    ...    ...    ...

	Não se pode suster com a facilidade
	Com que Josué susteve o Sol no firmamento,
	Atirar a justiça, a ideia, o pensamento
	Às fogueiras da fé, ó bonzos, é impossível.
	Reduzirdes a cinza o quê? O incombustível!
	Loucos! ide dizer ao velho Torquemada
	Que queime, se é capaz, num forno uma alvorada!
		...    ...    ...    ...    ...
	
	A consciência não é a besta duma nora.
	Lembrai-vos que o Progresso é um carro sem travão,
	E que apagar em nós o facho da razão
	É o mesmo que apagar o Sol quando flameja,
	Com um apagador de lata duma igreja.
		...    ...    ...    ...    ...

	Guerra Junqueiro
		in:  "A Velhice do Padre Eterno"
       		Julho de 1885

Como se vê, o desacerto entre a Religião e a Ciência não é de hoje...

12月4日

Monandengue

 
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E o homem

calara-se,

olhando o poente...





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- Mas

que tem

com o poente

quem odeia ou ama ?



"Ontem à Tarde"

*Alberto Caeiro

(* Heterônimo
de
Fernando Pessoa)



  O HOMEM SENTADO

  Sentado na pedra
  O homem pensou...
  Olhando o horizonte
  Sozinho ficou.

  Pensou noutras terras,
  Outro mar, outras serras...
  Seus medos das guerras,
  Cansado calou.

  Olhando o horizonte, 
  Na pedra sentado,
  Com medo do Mundo, 
  Por fim sossegou...


    Joaquim Prieto   R.Janeiro, Abril 1979


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Prefiro Rosas

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"Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude."

...

*Ricardo Reis

*Heterônimo de
Fernando Pessoa


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9月28日

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Poesias do Monandengue

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Não Quero Nada...


Não quero o ódio, porque fere e mata
Não quero Amor, porque isso me confunde
Não quero entendimento, porque empata
Não quero nada, porque tudo ilude.

Não quero ser amigo ou inimigo
Não penso em ajudar, 
Nem quero que me ajudem.

Não quero ser fiel, nem desleal,
Não quero ser comigo, nem p'ra mim
Não quero perseguir um ideal,
Nem quero nada que não tenha um fim.

Nem mesmo quero aquilo que hoje quero
Nem sequer quero querer o que não quero,
Nem mesmo quero crer que já não quero...


 
S.Paulo, 19.06.1979
Joaquim Prieto
                


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Codificação e Formatação
Joaquim Prieto



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9月24日

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Folhas de hera-acend/apaga
Fadinha voando
Feliz Aniversário, Meu Amor !


Estrelas coloridas crescendo

Parabéns

Thereza

por


Estrelas coloridas crescendo

mais um

24 de

Setembro !



Estrelas coloridas crescendo


Formatação Produção e Codificação:
J.Prieto
(23.09.2007)


24 de Setembro de 2007
little pink angel-left
little yellow angel-right

mulher anjo com estrelas piscando

Kikinha : Você foi um anjo que baixou em minha vida..

Penso que veio à Terra para trazer paz e tranquilidade...

E Deus quis que fosse eu o escolhido para viver junto a Você !

Por isso eu não poderia deixar passar este dia sem agradecer por tamanha Felicidade !

O Universo não estaria completo sem Você...

Um Grande Beijo pelo Dia de Hoje !

do Kiko.

Anjinho

little green angel left
little green angel-right


Folhas de hera - 

acende/apaga



 
7月25日

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      Poesias do Monandengue

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   Pouco Amor

   Rufam tambores na noite
   Cantam cigarras no ar
   A força oculta da vida
   Insiste em fazer brotar.

   Morrem os homens na guerra
   Crianças nascem da dor
   É esta a vida na Terra:
      -Dor e luta, pouco Amor...

  Joaquim Prieto
  S. Paulo - Março 1979


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7月12日

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A sabedoria

não é,

em verdade,

O que

mais importa...





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- Não vai

além da mera

ingenuidade...



(sabedoria chinesa,
conforme contido
em:
"The Sayings
of the
Fathers")

  O Pó da Estrada

  Quem me dera
  Que eu fosse o pó da estrada
  Por onde meu caminho
  Vou seguindo...

  Que em vez de ser eu próprio
  A palmilhá-lo,
  Fosse o chão onde pisa
  O caminheiro...

  O cansaço de andar
  Me tolhe e arrasa,
  O medo de chegar, 
    De não ter casa...

  A caminhada inútil,
  (Esta cilada)
  Onde apodrece 
  E jaz a Humanidade...

       ...Me avassala... 


    Joaquim Prieto   São Paulo, 18/06/1979


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 yellow star Chuva da Tarde chuva da tarde
"Chuva da tarde - melodia mansa
Desejos vagos de chorar baixinho...
Voltei aos meus caprichos de criança
Só quero, amor, saber do teu carinho!"

...
*António Sardinha

*António Maria de Sousa Sardinha nasceu em Monforte,
Província do Alentejo, em Portugal, a 9 de Setembro de 1887.

Faleceu em Elvas, a 10 de Janeiro de 1925, com apenas 37 anos.


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7月5日

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Poesia de Guerra Junqueiro

Em: "A Velhice do Padre Eterno" (1885)

compilado de: "PROJECTO VERCIAL"

Abílio de Guerra Junqueiro (1859-1923)
baseou toda sua obra Poética no compromisso de,
através da crítica, renovar os costumes da Sociedade Portuguesa.


beija-flor

 O MELRO


O melro, eu conheci-o:
Era negro, vibrante, luzidio,
Madrugador, jovial;
Logo de manhã cedo
Começava a soltar,
dentre o arvoredo,
Verdadeiras risadas 
de cristal.
E assim que o padre-cura 
Abria a portaque dá 
para o passal,
Repicando umas 
finas ironias,
O melro, dentre a horta,
Dizia-lhe: "Bons dias!"
E o velho padre-cura 
não gostava daquelas cortesias.

O cura era um velhote conservado,
Malicioso, alegre, prazenteiro;
Não tinha pombas 
brancas no telhado,
Nem rosas no canteiro:
Andava às lebres pelo monte,
 a pé,livre de reumatismos,
Graças a Deus, e graças a Noé.
O melro desprezava os exorcismos
Que o padre lhe dizia:
Cantava, assobiava alegremente;
Até que ultimamente
O velho disse um dia:

"Nada, já não tem jeito!, 
Este ladrão
dá cabo dos trigais!
Qual seria a razão
Por que Deus fez 
os melros e os pardais?!"
E o melro entretanto,
Honesto como um santo,
Mal vinha no oriente
A madrugada clara,
Já ele andava jovial, inquieto,
Comendo alegremente,
 honradamente,
Todos os parasitas da seara
Desde a formiga 
ao mais pequeno insecto.
E apesar disto, 
o rude proletário,o bom trabalhador,
Nunca exigiu aumento de salário.

Que grande tolo o padre confessor!

Foi para a eira o trigo;
E, armando uns espantalhos,
Disse o abade consigo:
"Acabaram-se as penas
 e os trabalhos."
Mas logo de manhã, 
maldito espanto!
O abade, inda na cama,
Ouvindo do melro 
o costumado canto,
Ficou ardendo em chama;
Pega na caçadeira,
Levanta-se dum salto,
E vê o melro, a assobiar, 
na eira,
Em cima do seu
velho chapéu alto!

Chegou a coisa a termo
Que o bom do padre-cura 
andava enfermo;
Não falava nem ria,
Minado por tão íntimo desgosto;
E o vermelho oleoso do seu rosto
Tornava-se amarelo dia a dia.
E foi tal a paixão, a desventura
(Muito embora o leitor 
não me acredite),
Que o bom do padre-cura
Perdera  o apetite!

Andando no quintal, um certo dia,
Lendo em voz alta 
o Velho Testamento,
Enxergou por acaso (que alegria!,
Que ditoso momento!)
Um ninho com seis melros, 
Escondido entre uma carvalheira.

E ao vê-los exclamou enfurecido:

"A mãe comeu o fruto proibido;
Esse fruto era minha sementeira:
Era o pão, e era o milho;
Transmitiu-se o pecado.
E, se a mãe não pagou, que pague o filho.
É doutrina da Igreja. Estou vingado!"

E, engaiolando os pobres passaritos,
Soltava exclamações:
"É uma praga. Malditos!
Dão me cabo de tudo esses ladrões!
Raios os partam! Andai lá que enfim!"

E deixando a gaiola pendurada,
Continuou a ler o seu latim,
Fungando uma pitada.

Vinha tombando a noite silenciosa;
E caía por sobre a natureza
Uma serena paz religiosa,
Uma bela tristeza
Harmónica, viril, indefinida.
A luz crepuscular
Infiltra-nos na alma dorida
Um misticismo heróico e salutar.
As árvores, de luz inda douradas,
Sobre os montes longínquos, solitários,
Tinham tomado as formas rendilhadas
Das plantas dos herbários.
Recolhiam-se a casa os lavradores.
Dormiam virginais as coisas mansas:
Os rebanhos e as flores,
As aves e as crianças.
seta à direita
seta a baixo
(continuação)

Ia subindo a escada o velho abade;
A sua negra, atlética figura,
Destacava na frouxa claridade,
Como uma nódoa escura.
E, introduzindo a chave no portal,
Murmurou entre dentes:
"Tal e qual tal e qual!
Guisados com arroz são excelentes."

Nasceu a Lua!
As folhas dos arbustos
Tinham o brilho meigo, aveludado,
Do sorriso dos mártires, dos justos.
Um eflúvio dormente e perfumado
Embebedava as seivas luxuriantes.
Todas as forças vivas da matéria
Murmuravam diálogos gigantes
Pela amplidão etérea.
São precisos silêncios virginais,
Disposições simpáticas, nervosas,
Para ouvir falar estas falas silenciosas
Dos mundos vegetais.
As orvalhadas, frescas espessuras,
Pressentiam-se quase a germinar.
Desmaiavam-se as cândidas verduras
Nos magnetismos brancos do luar.

E nisto o melro foi direito ao ninho.
Para o agasalhar, andou buscando
Umas penugens doces como arminho,
Um feltrozito acetinado e brando.
Chegou lá, e viu tudo.
Partiu como uma frecha; e, louco e mudo,
Correu por todo o matagal; em vão!
Mas eis que solta de repente um grito
Indo encontrar os filhos na prisão.

"Quem vos meteu aqui?!" O mais velho,
Todo tremente, murmurou então:
"Foi aquele homem negro. Quando veio,
Chamei, chamei! Andavas tu na horta!
Ai que susto, que susto!, ele é tão feio!
Tive-lhe tanto medo! Abre esta porta
E esconde-nos debaixo da tua asa!
Olha, já vão florindo as açucenas;
Vamos a construir a nossa casa
Num bonito lugar!
Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas
Para voar, voar!"

E o melro alucinado
Clamou:

"Senhor! senhor!
É porventura crime ou é pecado
Que eu tenha muito amor
A estes inocentes?!
Ó natureza, ó Deus, como consentes
Que me roubem assim os meus filhinhos,
Os filhos que eu criei!
Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,
Quanta noite perdida
Nem eu sei!
E tudo, tudo em vão!
Filhos da minha vida
Filhos do coração!!!
Não bastaria a natureza inteira,
Não bastaria o Céu para voardes,
E prendem-vos assim desta maneira!
Covardes!
A luz, a luz, o movimento insano,
Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa!
Encarcerar a asa
É encarcerar o pensamento humano.

A culpa tive-a eu! Quase à noitinha
Parti, deixei-os sós!
A culpa tive-a eu, a culpa é minha,
De mais ninguém! Que atroz!
E eu devia sabê-lo!
Eu tinha obrigação de adivinhar,
Remorso eterno! eterno pesadelo!

Falta-me a luz e o ar! Oh, quem me dera
Ser abutre ou fera
Para partir o cárcere maldito!
E como a noite é límpida e formosa!
Nem um ai, nem um grito...
Que noite triste!, oh, noite silenciosa!"

E a natureza fresca, omnipotente,
Sorria castamente
Com o sorriso alegre dos heróis.
Nas sebes orvalhadas,
Entre folhas luzentes como espadas,
Cantavam rouxinóis.

Os vegetais felizes
Mergulhavam as sôfregas raízes
A procurar na terra as seivas boas,
Com a avidez e as raivas tenebrosas
Das pequeninas feras vigorosas
Sugando à noite os peitos das leoas.
A lua triste, a Lua merencória,
Desdémona marmórea,
Rolava pelo azul da imensidade,
Imersa numa luz serena e fria,
Branca como a harmonia,
Pura como a verdade.
E entre a luz do luar e os sons das flores,
Na atonia cruel das grandes dores,
O melro solitário
Jazia inerte, exânime, sereno,
Bem como outrora o Nazareno
Na noite do calvário!

Segundo o seu costume habitual,
Logo de madrugada
O padre-cura foi para o quintal,
Levando a Bíblia e sobraçando a enxada.
Antes de dizer missa,
O velho abade inevitavelmente
Tratava da hortaliça
E rezava a Deus-Padre Omnipotente
Vários trechos latinos,
Salvando desta forma, juntamente,
As ervilhas, as almas e os pepinos.



seta à direita
seta a baixo
(continuação)

E já de longe ia bradando:

"Olé!
Dormiram bem?! Estimo;
Eu lhes darei o mimo,
Canalha vil, grandíssima ralé!
Então vocês, seus almas do Diabo,
Julgam que isto que era só dar cabo
Da horta e do pomar,
E o bico alegre e estômago contente,
E o camelo do cura que se aguente,
Que engrole o seu latim e vá bugiar!
Grandes larápios! Era o que faltava
Vocês irem ao milho,
E a mim mandar-me à fava!
Pois muito bem, agora que vos pilho
Eu vos ensinarei, meus safardanas!
Vocês são mariolões, são ratazanas,
Têm bico, é certo, mas não têm tonsura!
E, nas manhas, um melro nunca chega
Às manhas naturais de um padre-cura.
O melhor vinho que encontrar na adega
É para hoje, olé! Que bambochata!

Que petisqueira! Melros com chouriço!
E então a Fortunata
Que tem um dedo e jeito para isso!
Hei-de comer-vos todos um a um,
Lambendo os beiços, com tal gana enfim,
Que comendo-vos todos, mesmo assim
Eu fico ainda quase em jejum!
E depois de vos ter dentro da pança,
Depois de vos jantar,
Vocês verão como o velhote dança,
Como ele é melro e sabe assobiar!"
Mas nisto o padre-cura, titubeante,
Quase desfalecendo,
Atónito de horror, parou diante
Deste drama estupendo:

O melro, ao ver aproximar o abade,
Despertou da atonia,
Lançando-se furioso contra a grade
Do cárcere. Torcia,
Para os partir os ferros da prisão,
Crispando as unhas convulsivamente
Com a fúria dum leão.
Batalha inútil, desespero ardente!
Quebrou as garras, depenou as asas
E alucinado, exangue,
Os olhos como brasas,
Herói febril, a gotejar em sangue,
Partiu num voo arrebatado e louco,
Trazendo, dentro em pouco,
Preso do bico, um ramo de veneno.
E belo e grande e trágico e sereno,
Disse:
"Meus filhos, a existência é boa
Só quando é livre. A liberdade é a lei,
Prende-se a asa mas a alma voa!
Ó filhos, voemos pelo azul! Comei!" 

E mais sublime do que Cristo, quando
Morreu na Cruz, maior do que Catão,
Matou os quatro filhos, trespassando
Quatro vezes o próprio coração!
Soltou, fitando o abade, uma pungente
Gargalhada de lágrima, de dor,
E partiu pelo espaço heroicamente,
Indo cair, já morto, de repente
Num carcavão com silveiras em flor.

E o velho abade, lívido d'espanto,
Exclamou afinal:
"Tudo o que existe é imaculado e é santo!
Há em toda a miséria o mesmo pranto
E em todo o coração há um grito igual.
Deus semeou d'almas o universo todo.
Tudo que o vive ri e canta e chora, 
Tudo foi feito com o mesmo lodo,
Purificado com a mesma aurora.
Ó mistério sagrado da existência,
Só hoje te adivinho,
Ao ver que a alma tem a mesma essência,
Pela dor, pelo amor, pela inocência,
Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!
Só hoje sei que em toda a criatura,
Desde a mais bela até à mais impura,
Ou numa pomba ou numa fera brava,
Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!

Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!"

E quedou silencioso. O velho mundo,
Das suas crenças antigas, num momento,
Viu-o sumir exausto, moribundo,
Nos abismos sem fundo
Do temeroso mar do Pensamento.

E chorou e chorou. A Igreja, a Crença,
Rude montanha, pavorosa, escura,
Que enchia o globo com a sombra imensa
Dos seus setenta séculos d'altura;
O Himalaia de dogmas triunfantes,
Mais eternos que o bronze e que o granito,
Onde aos profetas Deus falava dantes,
Entre raios e nuvens trovejantes,
Lá dos confins sidérios do infinito;
Esse colosso enorme, em dois instantes
Viu-o tremer, fender-se e desabar
Numa ruína espantosa,
Só de tocar-lhe a asa vaporosa
Duma avezinha trémula, a expirar!


E, arremessando a Bíblia, o velho abade
Murmurou:
"Há mais fé e há mais verdade,
Há mais Deus concerteza
Nos cardos secos dum rochedo nu
Que nessa Bíblia antiga? Ó Natureza,
A única Bíblia verdadeira és tu!..."



Guerra Junqueiro      

(1859-1923)          


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6月30日

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countdown

"Vai alta a Lua

Na mansão da Morte,

Já mei-noite

com vagar soou ;"


atomic explosion

"Que paz tranquila;

dos vaivéns da sorte

só tem descanso

quem ali baixou."

Soares de Passos (1826-1860)        

compilado de: "PROJECTO VERCIAL"
atomic explosion






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J.Prieto   



                              blood drop

  O FRIO, O MEDO, A MORTE




No cimo da pedra, 
No alto do monte,
Que vento cortante, 
Que frio me deu...

No brejo atolado,
Meu corpo molhado,
Na lama enterrado, 
Que medo me deu..

Meu corpo cansado, 
Da guerra acabado, 
No cimo da pedra, 
Sozinho, morreu...




Joaquim Prieto
S.P.  Setembro, 1980


                                               dynamit


electric shock

6月24日

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Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis é um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais.
Este raro sistema ecológico foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da Natureza.
Suas paisagens são deslumbrantes: - Uma imensidão de areia que faz o lugar assemelhar-se a um deserto, mas com características bem diferentes do fenômeno da desertificação
Na verdade a região é banhada por rios e as chuvas são abundantes em determinada época do ano, e são elas que garantem aos Lençóis algumas de suas paisagens mais belas.
As águas pluviais formam lagoas de água doce, que se espalham em praticamente toda a área do Parque, criando uma inigualável paisagem. Algumas delas, como a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita, já são famosas pela beleza e condições de banho.
Os povoados de Caburé, Atins e Mandacaru são pontos de visita obrigatórios. Mandacaru, por exemplo, se situa na confluência do Rio Preguiças com o mar e do tôpo de seu farol com 47 metros de altura é possível ter-se uma visão em 360° de toda a beleza circundante.

Abaixo seguem algumas fotos da região

Clique nas miniaturas para ver as imagens em tamanho natural no Image Shack.
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5月23日

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O Milagre da Deusa


A Deusa do Olimpo
Desceu sobre a Terra

E a luz que emanava,
Qual raio de Lua,
Pousou sobre mim...

Ferido e cansado,
Das guerras pisado,
Morrendo de dor...

Meu corpo ferido
De morte na guerra

Na luz que fluindo 
Do corpo da Deusa
Tão branca e tão Linda

Logrou reviver.


Joaquim Prieto
24.09.1980
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J. Prieto           




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5月8日

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Campanha do Abraço Gratuito

Meu cunhado Fernando Ribeiro, de Brasília, enviou uma mensagem para o Grupo da Família Ribeiro no Yahoo,
informando sobre a campanha do "ABRAÇO GRÁTIS".

Achei interessante o assunto e resolvi colocá-lo em meu Blog.




Clique duas vezes sobre o botão "PLAY" para acionar o vídeo.

  


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Produção e codificação:         
J.Prieto                        

4月24日

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Considerações sobre o nosso Mundo...


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Image Hosted by ImageShack.us "No Mundo só, comigo me deixaram..."

Ricardo Reis
(Hetrónimo de Farnando Pessoa)
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Firing Rockets !

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Hearts Explosion !

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Earth Spinning !

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Alien Abduction !

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Searching Target !

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Simplesmente Flores...

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O Ser Humano é um macaco que perdeu a ternura... O Ser Humano é um macaco que perdeu a ternura...
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Aquele Abraço !


OBSERVAÇÃO:
(Tala Mungongo quer dizer: "Olha o Mundo")
Formatação e codificação:   
J.Prieto               

4月17日

Monandengue

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O manto diáfano
da fantasia.

Pintura Corporal

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Olhando o Infinito...


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Em busca
  da perfeição .
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     Ponto deEqüilíbrio....
A Beleza Plástica do
"Body Painting"
não tem limites...



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A Beleza da Flores...



Vôo no Espaço

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O Céu é o Limite...

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Variação sobre
  o mesmo tema.

O sentimento estético da Beleza distancia o Ser Humano dos demais mortais...



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Produção e codificação:
J.Prieto
3月29日

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Não é possível definir o "Belo"...

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Body Painting
"O Banho"

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Pintura Corporal
"Meditando"

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Body Painting
"Sono Leve"

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Pintura Corporal
"Like a Female Indian"




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"Sonhos Cor-de-Rosa"



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Pintura Corporal
"Yoga"
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      Produção e codificação:
       J.Prieto
3月1日

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Poesias do Monandengue
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O tempo

é como

o vento,

vai de viração !


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Se para descansar

teremos

toda a

ETERNIDADE,

porquê parar então?

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Produção e codificação:
J.Prieto


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  Tempo Abstrato




Longas passam as horas
                    Num momento
Lento se escoa o tempo
                    Num instante

A dimensão não-medida
                   Repartida
Dá-nos noção da vida     
                   Que se evola

Breves passam as horas
                   Infinitas
Rápido foge o tempo
                   Que tormento

A dimensão conhecida 
                   Resumida
Não permite ver nada
                   É integrada.



Joaquim Prieto
S. Paulo - Abril 2004

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2月25日

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Body Painting

A pintura corporal é normalmente feita sobre modelos vivos. No entanto, utilizando o Corel PhotoPaint, é possível criar efeitos de " Body Painting" bastante semelhantes aos utilizados para pintar modelos vivos.

Abaixo seguem alguns exemplos desse trabalho artístico.

Clique nas miniaturas para ver as imagens em tamanho natural no Image Shack.

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1月21日

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Poesias do Monandengue  
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De Repente

A pedra é dura
O entendimento mata
A dor castiga
A solidão perdura

Nem flor nem cacto
Nem amor nem luta
Só paz e vida
É tudo quanto basta...

São Paulo -27.06.2005
Joaquim Prieto
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1月7日

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Poesias do Monandengue




red hearts blinking

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A Morte do Guerreiro

O Guerreiro tombou, exangue e pálido!
A bala que o feriu, em sua luta,
Não veio do inimigo, ingente e válido,
Mas da insídia cruel da vida bruta...

Placidamente, sem medo,
A arma ele empunhou,
Como compete ao heroi
E a um bom soldado

Liquidando de um golpe,
Forte e bravo, 
A própria vida, que ao fim,
Perdida a luta,
Não lhe importa viver,
Finda a labuta.

O Guerreiro morreu!
   ... Herois! Continuai a luta...



S.Paulo - 15.11.1978
Joaquim Prieto
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12月21日

Monandengue

 
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Fotografia Digital

   

F e l i z N a t a l!

 
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Paz, Amor e Solidariedade entre os Humanos!


São os votos do
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11月29日

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Poesias do Monandengue

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Alquimia

Sombra e passado, 
Decisão e vida
Em meu Astral
Sentido e tão sofrido

Se desvanecem rolando,
Qual gota fria de orvalho
Nos lírios da manhã...

Renascem sonhos,
Dimensão e vida
Trazendo em tudo
A força do Porvir

O Amor transmuta,
Reconverte e cria,
Na forja quente
Que constroi a vida,
As sombras do passado
Em cor, amenidade e luz...

Reconcilia o Homen,
Quebra a dor, o fardo
De ser sozinho,
De ter só feridas....

Simpática Alquimia...
Joaquim Prieto
09.03.1979
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Inexistindo

Vamos supor que a vida é uma quimera,
Admitir que nada exista em nada
E que o que somos não passa de ilusão.

Se admitirmos que a premissa básica
Que funda a existência no pensar
Contém falácia escusa, assaz atávica

Concluiremos pelo Nada:
    - A Paz...
Joaquim Prieto
S.P.- 11.04.1979
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10月3日

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F o t o g r a f i a

 Rui Prieto aos 35 anos
Esse feio barbudo aí em cima
é o meu filho

Rui Prieto da Silva
em 2004, com 35 anos
 
Rui Prieto com 1 ano e 4 meses
E aqui está ele em 1971
com 1 ano e 4 meses de idade.

 Ele já foi mais bonitinho,
como se pode ver na foto ao lado !
 Era ou não era mais bonito?

8月25日

Monandengue

 
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Poesias do Monandengue
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Dançar

faz bem

ao corpo

e

à Alma!

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Sexo

com Amor

faz bem

até para

a   pele
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  O Passado e o Tempo

 Meu sonho quebrado...
 No tempo parei.
 Meu barco varado...
 Na praia encostei.

 E o tempo passado
 (Outro sol, outra vida)
 Na noite selvagem
 Sozinho eu tranquei.

 E agora liberto
 Dos medos da vida,
 No tempo infinito
 Tranqüilo fiquei...


 Joaquim Prieto
 S.Paulo - Junho 1979 

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8月18日

Monandengue

 
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Poesias do Manadenegue

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       " A Poesia é o real absoluto !
    Quanto mais poético mais real..."

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O Ser Humano é um macaco que perdeu a ternura...


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A Espécie

Humana

deve ter

algum

erro

genético

grave

em seu

D N A !




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Pertencemos à única espécie cujos membros se matam uns aos outros
sem ser por necessidade de sobrevivência...


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Vivemos inventando e aperfeiçoando armas cada vez mais destruidoras,
não só de nossa prórpia espécie, como de todos os seres vivos...


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"A Terra é azul !"
(Informou Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar no Cosmos...)


E eu me pergunto:
    ...por quanto tempo mais ela permanecerá ASSIM ?...


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"... e mais do que tudo isto, foi Jesus Cristo,
que não sabia nada de Finanças
e não consta que tivesse biblioteca..."
Fernando Pessoa
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Haja, não Haja

Não haja ódio 
Que compense a fama
Não haja amante 
Sem amor na cama

Não haja medo 
Que sustente o grito
Dos poderosos,
Que afinal é mito...

Mas que haja Amor
Compreensão, guarida
Haja calor,Humanidade 
.. E Vida !
Joaquim Prieto
S. Paulo - Abril 1979
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"...Retornar às origens:
  -Ser criança!" 
Monandengue

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8月14日

Monandengue

 
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A maioria das fotos publicadas no corpo do Blog estão também incluídas no álbum, para quem tiver tempo e paciência para esperar a carga do mesmo...

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Poesias do Monandengue

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     São Rosas, meu Amor...

     Linda e formosa,
     Como Deusa Antiga,
     Teu corpo nu 
     Me faz galgar o Além...

     Sentir-te a pele
     Em minhas mãos,
     Querida,

     É tão sublime,
     Meu Amor,
     São rosas...

     É como um beijo ardente
     Em noite de luar...

    Joaquim Prieto
  S.P. - 13.08.2006
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O Pensamento

Os vagalumes vão pirilampando,
Na noite agreste que surgiu no além
Vozes de grilos soam campo afora,
No luar claro que nasceu também

Lutam os homens,
Pastam as boiadas,
Dormem os lírios
No meio das manadas.

E o pensamento,que importância tem?


Joaquim Prieto
S.Paulo Setembro 2005


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8月11日

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Fotografia Digital
 
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para que no futuro se conheça o passado...

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Nu de costas

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Nu sentado

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Luz e sombras
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Nu difuso
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"Portrait"
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Joaquim